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sexta-feira, 27 de junho de 2014

Love & Order



Love & Order é mais um maravilhoso jogo da Winter Wolves, e um dos antigos (assim como Always Remember Me). Certamente não tem tanta popularidade quanto o outro, já comentado por mim aqui, mas não deixa a desejar em nada pelo que se propõe a fazer. Acredito que sua popularidade (não tão grande) seja devido ao fato de o jogo ser curto (em pouco tempo é possível desbloquear todos os finais) e, provavelmente, pela temática, que envolve mistério e gira em torno do mundo da lei (como o próprio nome já sugere). Assim como todos os jogos da Winter Wolves está disponível apenas em inglês, vale lembrar.
A história é basicamente a seguinte: Dana Larose é uma jovem que acaba de se formar e arruma um emprego de secretária no escritório de Attorney, aquele que dá a palavra final em tudo ali. Seus companheiros de trabalho e quem ela deve ajudar são Ross, Jonathan, Pierre e Dorothy.
Jonathan é um rapaz lindo, e Dana (como a maior parte das mulheres) se sente atraída por ele, mas sabe separar os negócios da vida amorosa. No entanto, Jonathan não pode dizer o mesmo. Ele é um conquistador nato, sempre com palavras bonitas na ponta da língua e flertando na primeira ocasião que encontra. Ele está no terceiro ano da faculdade de direito e se sente sortudo por estar ali. Mas não é difícil de perceber que ele não passa de um mauricinho, certo? Se o escolher para ser seu par, aos poucos é possível ver que Jonathan não é tão superficial como parece e que pode realmente ser muito carinhoso e gentil. 

Dana, muito bonitinha!

Ross é praticamente o chefe de Dana, uma vez que ele cuida de tudo o que acontece no escritório. É um homem muito sério e responsável, e inicialmente não parece ser fácil de se aproximar. Assim como todos os outros, possui um lado que ninguém conhece e que cabe a Dana desvendar. Ross é a figura perfeita de um homem de escritório, e de um fetiche que muitas garotas particularmente têm: loiro, olhos claros, bonito, sério e às vezes até mesmo nos passa a impressão de frieza. 
Dorothy é uma moça encantadora, madura e elegante. Ela lida com muitos assuntos importantes no escritório, mesmo que quem tome frente ali seja Ross. É uma mulher inteligente, simpática e séria no seu trabalho. Acredito que conviver com uma mulher igual a ela não seja fácil; não por sua personalidade e maneiras, mas porque ela provavelmente faria qualquer mulher se sentir uma garotinha burra, feia e sem graça. Do contrário, não é muito difícil se apaixonar por ela: não só por sua beleza, seu modo de vestir e o charme da sua maneira de falar, mas pela doçura que ela representa. 
Por fim, Pierre, que é o meu favorito. Tudo bem, inicialmente ele me chamou atenção só pela aparência, devo admitir. Mas depois que vamos o conhecendo melhor, é inevitável pensar que a escolha foi muito bem feita. Pierre é competente como todos os seus colegas, mas não tem aquela auréa de seriedade ao seu redor. Muito pelo contrário, é um homem bastante tranquilo e educado, daqueles que fazem com que a gente se sinta mais confortável simplesmente estando em sua presença. Sua personalidade é um verdadeiro amor! E se nada disso fosse o bastante, ele tem cabelos grandes e toca guitarra. Quer mais charme do que isso?

Pierre conquistando o meu coração.

Enfim, o jogo se divide nas tarefas que Dana tem que realizar no escritório como secretária, no mistério que conduz a história e no romance que pode desenvolver com um de seus colegas de trabalho. O mistério é um trabalho esquecido e arquivado que chama atenção de Dana e ela decide investigá-lo, descobrindo uma grande falcatrua ao final. Se desenvolver bem o mistério, a justiça prevalece. Caso contrário, uma pisada na bola é o suficiente para o caso não ser solucionado (e você se dará bem apenas no romance, talvez).

domingo, 22 de junho de 2014

Suicide Room


Todos os meus amigos têm me ouvido falar sem parar desse filme. Não é pra menos: desde que o assisti, não consigo mais tirá-lo da cabeça. O título original é Sala Samobójców e é um filme polonês, sendo chamado aqui no Brasil de O quarto do Suicídio. O filme não é muito conhecido por esses lados: não fui capaz de encontrar uma viva alma que o conhecesse, e poucas críticas na internet (que geralmente tem milhões de resultados para tudo). E é por isso que sinto quase que a obrigação de divulgá-lo a todos que conheço e mostrar esse trabalho incrível aos outros, e torcer para que eles se sintam tocados como eu. 

Dominik, um rapaz apaixonante.

Suicide Room conta a história de Dominik, um rapaz que tem tudo: é rico, bonito, mimado. Tem também um círculo de amigos e parece um rapaz normal e muito feliz. Mas esconde uma porção de coisas por detrás daquela franjinha no rosto: os pais são ausentes e egoístas, ele vive solitário, seus amigos não podem nem mesmo ser chamados de colegas e ele encara problemas com sua sexualidade. Tudo se desenvolve quando, numa festa, Dominik beija por aposta um dos seus supostos amigos e aquilo explode na internet. Ele é humilhado pelos colegas de escola e não pode contar nem mesmo com os pais. É então que se refugia no mundo virtual, num jogo online onde você cria seu personagem e interage com outras pessoas. Começa a participar de um grupo nomeado Suicide Room, onde todos são rejeitados e depressivos como ele, e se tornam sua nova família. Mas o relacionamento que tem com Sylwia ultrapassa as barreiras do virtual e os problemas de Dominik tomam dimensões ainda maiores, guiando-o a uma estrada sem volta.

Sylwia, com esse cabelo de dar inveja!

Eu simplesmente odeio cada um dos "amigos" de Dominik. São superficiais e vazios, brincam com os sentimentos dos outros como se fossem nada e sentem prazer na humilhação. Não se beija alguém para diminui-lo. Nem se brinca com a sexualidade dos outros. Muito menos provavelmente gosta de toda aquela situação, mas ataca o outro para esconder a sua própria. Quando mais precisava Dominik foi abandonado e apunhalado pelas costas. Não me admira que ele preferisse os amigos da internet, que eram sempre compreensivos e muito mais reais do que aquelas pessoas que eram feitas de carne e osso, mas sem alma. Isso particularmente mexe comigo porque já sofri por muitas situações semelhantes e sei como é se sentir traído, rejeitado e sempre intimidado por colegas de escola. A gente cresce, amadurece, supera. Mas eventualmente nosso subconsciente se manifesta e nos lembra dos nossos medos que deviam permanecer intocáveis. A pior parte do pesadelo é acordar e perceber que foi tudo real. 

Eu só vejo o pior lado de tudo...

Os pais de Dominik também merecem um tratamento especial na trama, já que são um dos principais fatores para a completa decadência do personagem. Eles são arrogantes, egoístas e preconceituosos. Preocupam-se mais com seus trabalhos do que com sua família; família essa que já está destruída, já que vivem traindo um ao outro e o filho é largado como mais uma decoração luxuosa da casa. Acreditam que é preciso dá-lo presentes materiais para satisfazê-lo, e que isso é o suficiente para que ele seja feliz. Quando descobrem que o filho é homossexual, acreditam ser brincadeira ou um capricho do menino. Mas o que mais me encanta é a evolução dos dois: mesmo com tantas falhas, tentam se redimir. Demora muito para cair a ficha, mas eles tentam consertar o erro que cometeram e mais do que tudo, mostram seus sentimentos que todo pai e mãe carregam lá no fundo: o de proteger o filho mais do que tudo. Eu acredito que pais que não se comovem com um sofrimento tão grande do filho simplesmente não tem humanidade. 
Você vive para dar aos outros o máximo que puder.

Um último aspecto que não pode ser deixado de lado é Sylwia. Mesmo aparecendo tão pouco no decorrer do filme, ela tem um papel importantíssimo no desenvolver dos acontecimentos. Sylwia é aquela salvadora de Dominik, mas ao mesmo tempo a responsável por levá-lo direto ao fundo do poço. É aquela boca que ao mesmo tempo que beija, escarra. No caso, não acho que nenhuma das atitudes dela tenha sido planejada: tudo foi obra de um infeliz destino. Sylwia apresenta à Dominik o Suicide Room e um novo mundo, onde nenhum deles é humilhado, perseguido e rejeitado. Ali eles podem ser verdadeiros e todos compartilham dos mesmos interesses. Mais um fato contraditório, agora não só sobre Sylwia, mas sobre todos os outros membros da Suicide Room: eles viviam falando sobre a morte e como a almejavam, mas sinceramente, nenhuma daquelas pessoas realmente queria morrer. Nenhum deles tinha coragem de fazer algo de fato. Prova disso é quando a mãe de Dominik os encontra e dá a notícia; todos saem da sala, um por um, fugindo do inevitável. Sylwia não era diferente: se quisesse se matar, já o teria feito. Eu acredito que uma das cenas mais fortes do filme (além da briga dos pais e Dominik finalmente saindo do quarto) é quando Sylwia percebe que perdeu Dominik e chora em agonia. Mesmo que esteja sentindo tanta dor, Dominik deixou-a um presente. A dor deixada por ele é capaz não só de acabar com a apatia dela, mas também de fazê-la se sentir viva.

Você realmente quer se matar? Como você pode desistir da coisa mais preciosa que você tem?

Dominik e Sylwia são um casal adorável, mesmo que nunca tenham ficado juntos de fato. Eles simplesmente eram para ser. E é triste que tenham se conhecido em tempos tão errados, em horas erradas, em locais errados... Talvez tudo tivesse dado certo numa outra vida. 

A realidade te machuca porque você é sensível.

Esse filme é tão significativo para mim não só porque trata de um assunto triste e polêmico como suicídio e depressão, mas porque faz com que eu me identifique. Eu não sou uma suicida, e não tenho nenhum diagnóstico de depressão. Mas sei como é se sentir deslocado, como se não houvesse nenhum lugar no mundo a que pertencer. Sei como é sentir que ninguém pode salvá-lo de si mesmo. Desejar ser outra pessoa, mas não poder mudar quem realmente é. Sofrer por tudo e por nada. Se machucar por não ver o mundo como todas as outras pessoas vêem, e chegar a um ponto de que nada mais parece fazer sentido. Entristecer-se porque nenhum de seus amigos e familiares merecem isso; porque você supostamente tem uma vida perfeita, mas sempre falta algo. Ser capaz de sentir apenas tristeza e dor, e nada mais. E sei mais do que tudo como é querer estar morto, mas amar demais a vida para fazer qualquer coisa. E esperar sempre que as coisas melhorem, até que mais alguns de seus sonhos sejam despedaçados. Algumas pessoas são sensíveis demais; sensíveis a tudo. E elas geralmente se escondem por detrás de máscaras: um sorriso brilhante, apatia ou um coração de pedra. Elas não querem ajuda, porque não podem ajudadas. Porque elas se sentem absurdas nessa vida e, mais ou cedo ou mais tarde, serão massacradas pelo mundo. 

Tudo o que você precisa está dentro de você. Você não precisa de ninguém. 

Depois de assistir esse filme, não derramei uma só lágrima. Mas estava chorando por dentro. Dormi com um peso no coração, mas não acho que a experiência tenha sido desagradável. Sentia a dor de Dominik, de Sylwia, a minha... A do mundo inteiro. Quando um filme é capaz de mexer conosco assim, ele não pode ser nada além de excelente.

A soundtrack maravilhosa do filme. 

Você está com medo?

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Marry me Mary



Mary me Mary é outro dorama maravilhoso que encontrei por um acaso enquanto passeava pelo site Dopeka. Devo confessar: meu interesse inicial foi pela foto fofíssima de capa e principalmente o fato do protagonista ter cabelos compridos (não é novidade nenhuma que eu amo caras de cabelo grande!). Depois de ler a sinopse achei que seria uma boa experiência, e realmente foi!

Como podem ser assim tão fofos?

Mary é uma menina pobre que vive com o pai, muito atrapalhado e alegre, atolado em dívidas. Sua mãe faleceu quando era muito pequena e os dois vivem sozinhos, mas seu pai vive fugindo dos cobradores e se metendo em encrencas que a coitada tem que resolver. Ela até mesmo abandonou a faculdade, pois não tinha mais dinheiro para pagar os estudos, e porque tinha que se virar sempre sozinha. Ela tem duas melhores amigas muito malucas e divertidas, e é numa saída com essas amigas que ela acaba atropelando um homem que acabaria mudando completamente sua vida. Mary tenta ajudá-lo, mas ele não teve nenhum ferimento nem parece querer sua ajuda. Com medo de que ele a denuncie, Mary corre desesperadamente atrás dele para que assine um documento afirmando que o atropelamento foi completamente acidental (ela é louca a esse ponto) e acaba chegando a uma casa de shows.

Mu-gyul sendo romântico... Flores para quê? 

O homem que tanto persegue está no palco cantando e tocando guitarra, e por sinal muito bem. É naquele momento que Mary se encanta: não só por sua aparência e seu talento, mas pelo conjunto completo de sua pessoa. Esse rapaz é Kang Mu-gyul, um rockeiro descompromissado e cheio de dilemas. Mais tarde Mary descobre uma bomba: seu pai reencontra um velho amigo de infância muito rico e os dois se lembrar da promessa que fizeram há anos atrás de que seus filhos se casariam. Dessa maneira todas as dívidas da família seriam pagas e Mary teria uma vida de rainha ao lado de Jung-in. Para fugir do casamento arranjado com um completo desconhecido Mary acaba fingindo já estar casada com Kang Mu-gyul, e é então que toda a confusão começa. 

Às vezes parecem duas crianças... E é adorável!

O dorama é cheio de casamentos, um mais confuso que o outro. Mary finge estar casada com Kang Mu-gyul, mas na verdade está prometida a Jung-in e mais a frente os dois chegam até mesmo a se casarem no papel, mesmo contra a vontade dela. Esses casamentos rompem e retornam várias vezes, Mary passeia de uma casa a outra (e de galã a galã também) e nesse meio tempo nós rimos e passamos muita raiva. 
Sobre os personagens: Mary é uma garota encantadora. Desajeitada, mas muito prestativa. Tímida, mas decidida e às vezes até mesmo cabeça dura. Ela é independente, sabe se virar sozinha e no fundo é um pouco solitária. Mesmo com tantos problemas está sempre sorrindo e sendo gentil. Por mais que se sinta coagida a obedecer o pai, ela nega com todas as forças as tentativas dele de controlar sua vida. Inclusive, todo mundo ali parece meter o dedo nas coisas da coitada: o pai, o sogro, o noivo, as amigas... O fato é que mesmo que tenha que seguir os caminhos que lhes são impostos, Mary não é uma comodista e não engole as coisas facilmente. Ela é uma graça: franjinha, cabelo grandão e cacheado, rostinho de criança. Eu simplesmente adoro quando ela fica bêbada!

Mary carinha de bebê e de gatinho abandonado!

E por falar em bebida, Kang Mu-gyul não pode ser deixado de lado. Bonito (e de cabelos compridos), charmoso e músico, leva uma vida desregrada e está a cada dia com uma mulher diferente. Tem problemas com compromissos, mas é muito fiel aos seus amigos e companheiros de banda. A banda dos rapazes é indie e não muito famosa e ele constantemente recebe ofertas para uma carreira solo, mas se recusa a abandoná-los. Ele é mal humorado, vaidoso (principalmente com aquele cabelo) e cabeça dura. Quando está no palco é ainda mais charmoso, e por detrás de toda aquela pose de durão e rockstar existe um rapaz carinhoso e solitário.

Como pode ser tão lindo?

E por fim Jung-in, do outro lado do triângulo amoroso. Filhinho de papai, rico e bem sucedido, é extremamente perfeccionista. Ele é diretor e está produzindo um drama (que por sinal parece nunca ficar pronto). Porém, não tem apoio do pai (que é um peixe grande na indústria do entretenimento), que sempre exige excessivamente do rapaz e, assim como o pai de Mary, gosta de decidir o rumo da vida do filho. Eu adoro uma das cenas em que ele está à mesa, planejando o que dizer e fazer quando Mary chegar, e quando percebe que ela está logo atrás e vendo tudo, fica tão sem graça que cospe o que estava bebendo. Sua expressão é impagável!

Torcer histericamente para os dois ficarem juntos: coisa que eu fiz.

O triângulo amoroso principal é adorável. Mesmo que eu particularmente estivesse torcendo para Kang Mu-gyul, adorava quando Mary estava junto de Jung-in. É realmente triste que ela pudesse escolher apenas um dos dois, já que parecia combinar tanto com ambos. Acredito que o defeito do dorama seja uma certa enrolação em todos os aspectos (na produção do drama de Jung-in, na escolha amorosa de Mary, na descoberta de alguns segredos). Enfim, chegou a um ponto que eu já estava impaciente, louca para Mary jogar tudo para o alto e retomar o controle da sua própria vida, há um segundo de bater nos dois rapazes (por estarem sempre escondendo Mary e não se decidirem logo a respeito dela) e ansiosa para saber o que aconteceria de fato. 

Mais uma das cenas hilárias e muito fofas!

O que sempre me decepciona nos doramas é a falta de contato físico (é preciso esperar muito desenrolar de história para haver um só beijinho, e daqueles mais sem graça), mas consigo compreender. É um contraste muito grande com as séries americanas, brasileiras ou ocidentais, em geral, a que estamos acostumados (onde de cinco em cinco minutos há uma cena de sexo). Mas quem é que não gosta de ver um romance um pouquinho mais intenso? 

Beijo, finalmente!

E para não reclamar muito, Mary me Mary foi um dos únicos doramas que assisti que teve um beijinho um pouco mais emocionante (não só aquela encostada de boca bizarra). Já é uma glória. 
Beijos à parte, o dorama é excelente para rir, distrair-se, ver um pouco de romance e cenas muito fofas e principalmente torcer muito (no meu caso, para ela lascar uma aliança no dedo e fisgar o gato do  Kang Mu-gyul de vez).


Algumas cenas legais (inclusive a do beijo) e uma das músicas muito bacanas que fazem parte da trilha sonora.

domingo, 15 de junho de 2014

Keraton Hard Colors Insane Pink



Para aqueles que me conhecem não é novidade nenhuma que eu pinto cabelo mais do que troco de roupa! Não consigo ficar muito tempo com um mesma estilo de cabelo e como não ouso no comprimento, ouso nas cores!
Já faz um tempo que venho querendo tingir o cabelo de rosa. Da última vez usei um tom pink da Vitaderm, mas que ficou vermelho! Para que a tinta pegasse tive que fazer algumas luzes e descolorir bastante algumas mechas, e o resultado, mesmo que não esperado, foi ótimo! Em seguida tive que iniciar um tratamento para que o cabelo não ficasse muito maltratado. Faço hidratação pelo menos uma vez por semana, em casa mesmo, e recentemente comecei a usar um creme feito de mandioca que particularmente agradou meu cabelo.
Fiquei alguns meses sem mexer na coloração e deixei que a tinta saísse o máximo possível, por mais sofrido que fosse. Então comprei a tinta Keraton, da coleção Hard Colors, a coloração Isane Pink. Essa coleção possui cores ideais para quem é apaixonado por um cabelo colorido como eu (azul, verde, branco, etc), além de ser de uma marca conhecida e confiável. Mas, infelizmente, essas cores não pegam em cabelos escuros e é necessário descolorir. O tom ideal de cabelo para que as cores peguem e fiquem o mais próximas da cor original é o loiro palha, bem clarinho. No entanto, meu cabelo estava uma bagunça de cores: alguns fios loiros, outros ainda muito vermelhos e a grande maioria laranja. Como não aguentava esperar que a tinta saísse mais e não queria arriscar mais uma descoloração (que por sinal acabaria com meu cabelo), joguei a tinta por cima mesmo! O resultado foi surpreendentemente bom. 
A tinta pegou, mas já era esperado que ficasse mais escura do que o desejado. Não consegui o rosa vivo que tanto queria, mas dei um passo a mais em sua direção. Nas próximas tinturas o cabelo vai adquirindo mais ainda o tom planejado, isso naturalmente, sem precisar machucar o cabelo. A tinta me agradou bastante! Não agride o cabelo, tem uma cor linda, não é uma dessas tintas com preços absurdos. Além disso, meu cabelo adorou a coloração e ficou mais hidratado. Ainda não sei quanto a durabilidade da tinta, mas acredito que não passe de algumas poucas semanas, como a maior parte das tintas coloridas. É completamente natural, e muitas vezes a cor que surge à medida que a original vai desbotando também é bonita!
Num futuro próximo arriscarei outras colorações da Keraton Hard Colors. Por enquanto me contentarei com o pink e aproveitarei antes que mude de ideia e de cabelo de novo!




sábado, 14 de junho de 2014

Mars




Mars é meu mangá favorito de todos os tempos! Eu nunca tinha me encantado e apegado tanto a um mangá antes, a ponto de querer que ele nunca acabasse. Inclusive, os capítulos traduzidos estão incompletos, o que seria algo péssimo para muitos, mas para mim saiu como uma mão na roda! Exatamente porque, sem ler o final de fato, o mangá nunca terá acabado para mim. Mesmo que a minha curiosidade me mate, acho melhor que as coisas sejam assim. Vai entender!
Mars conta a história de Kira, uma menina muito quieta, introvertida, solitária e enigmática. Ela não fala com ninguém, não tem amigos e é bastante misteriosa. Seu ponto forte é o dom que ela tem para o desenho, e é nessa forma de arte que ela expressa sua verdadeira personalidade. Já Rei é um cara lindo, popular e conquistador. Ele tem uma grande paixão por motos e é um tanto quanto irresponsável e inconsequente, sem falar no seu egocentrismo evidente no decorrer das páginas. Tudo começa quando eles se encontram por um acaso e Rei pede ajuda com direções a ela. Kira sempre foi tão quieta e invisível que Rei sequer percebe que os dois estudam juntos. Ela evita ao máximo as pessoas, principalmente as encrenqueiras como Rei. Kira evita falar com ele e por isso desenha um mapa para o rapaz, que só depois percebe o desenho no verso da folha. Rei se encanta por esse desenho e sua sensibilidade e por isso começa a tentar se aproximar daquela menina tão inalcançável. Ela aos poucos vai cedendo às investidas dele, que a vê inicialmente como alguém frágil e a ser protegido, quase como sua irmã mais nova. Mas, assim como a maioria dos casos, a amizade dos dois logo se transforma em algo muito mais grandioso até o ponto que não conseguem mais viver um sem o outro. 

Rei, o bad boy que não é tão bad assim... Esconde tantas coisas por detrás desse sorriso!

Rei é um personagem apaixonante, assim como Kira. Os dois são opostos, mas me parecem o casal mais certo que poderia existir. Rei tem traços delicados, cabelos compridos e loiros, pose de bad boy e muito charme. Mas é ainda mais lindo por dentro. Seu interior está devastado, enegrecido, solitário. Ele já passou por muita dor e decepção e cada pancada que levou da vida permanece ali, disfarçada, mas ainda uma ferida exposta. Ele é muito mais do que aparenta ser e é por isso que envolve cada vez mais as pessoas, fazendo com que sintam-se atraídas por sua personalidade. A cada trauma superado e passo dado adiante, essas feridas começam a cicatrizar. Já Kira é uma menina muito discreta, que não gosta de chamar atenção, vive se escondendo atrás de uma folha de papel. Quando desenha é o único momento em que é completamente sincera, com si mesma e com o mundo ao seu redor. Seus desenhos são intensos e muito sensíveis, capazes de captar um bando de sensações que tocam os outros e fazem de seu talento único. As feridas de Kira parecem cicatrizadas, mas abrem-se sempre que relembram um pouco dos dias de dor. Kira é uma daquelas pessoas silenciosas, mas com mentes barulhentas. Ela só encontra libertação e começa a ser quem realmente é quando encontra alguém com quem contar, depois de tanto tempo solitária. Ela encontra em Rei não só um amor, mas alguém capaz de entender seu sofrimento. Alguém que trilhou por caminhos tortuosos, mas que continua em frente. A certo ponto seus caminhos não só se cruzam, mas levam ao mesmo destino.

 Rei e Kira... Os traços são de dar gosto! Principalmente os olhos, tão expressivos...

O mangá está muito longe de ser mais um desses clichês super previsíveis e um tanto quanto fúteis que estão por aí. Inclusive é mais intenso e bem explorado que muitos livros e filmes que conheço. O enredo é simplesmente maravilhoso e os ganchos na história não são soltos e apelativos, mas todos se relacionam de alguma forma e só tem a acrescentar. É incrível a evolução dos personagens no decorrer da trama e seu crescimento diante a cada acontecimento marcante. Mars é cheio de drama e romance e pode até mesmo levar a lágrimas, por ter capítulos tão delicados e emocionantes. A história perambula por assuntos extremamente tocantes e sérios, como estupro, abandono, rebeldia, suicídio. Cada personagem tem um passado obscuro que influencia diretamente seu jeito de ser presente, e ao mesmo tempo se permitem ir mudando com o contato com pessoas marcantes e reviravoltas. 
Mars mostra que todos têm problemas, alguns mais sérios, outros menos. Mas todos têm o mesmo peso excruciante sobre quem os possui, com a mesma intensidade, e não se pode julgar algo que não se viveu na própria pele. Só nós mesmos conhecemos o peso de nossos problemas e a dimensão de nossas dores. E é preciso enfrentar alguns traumas de frente, ou seremos assombrados por eles eternamente. Superar os traumas às vezes é simplesmente ser exposto a emoções muito fortes, a situações de risco, a terapias de choque. Mas esse não é o único caminho: às vezes, tomando pequenas atitudes a cada dia, conseguimos deixar o passado para trás. De passo em passo retomamos nosso caminho e nos afastamos da escuridão. O amor é um sentimento libertador, mas também pode nos enjaular. E quando percebemos que o sentimento só nos faz mal e nos causa dor, devemos abandoná-lo, por mais difícil que pareça. Às vezes aquilo que nos causa sofrimento vale a pena ser mantido. Mas na maioria das vezes aquilo será apenas mais um empecilho para nossa felicidade. E isso não muda...

Quadro pintado por Kira. Nomeado Mars, o deus da guerra.

Todos nós, bem no fundo, sonhamos em mudar completamente uma pessoa. Em virar seu mundo de cabeça para baixo, salvá-lo e se tornar seu porto seguro. Mas algumas pessoas nunca mudam. 
Me encanta completamente aquele amor que nasce ao avesso. Aquela paixão que surge dos defeitos, não das qualidades. Que nasce na lama, como uma flor de lótus. Porque algumas pessoas podem ter os piores defeitos do mundo, mas valem a pena. Seus defeitos fazem parte de quem elas são, e fazem com que elas sejam ainda mais humanas, mais belas.
Chego a perder a conta da quantidade de coisas que esse mangá me mostrou, mesmo que de forma tão despretensiosa e simples. À primeira vista, toda essa profundidade passaria despercebida. Mas para aqueles que se permitiram não só acompanhar, mas se entregar à história, aos personagens e suas dores... Tiveram uma experiência incrível como eu.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Yes or No



Nada mais justo e compreensível que hoje, no dia dos namorados, minha postagem seja sobre um drama tailandês a que recentemente assisti. Ele pode ser encontrado no site Dopeka, que inclusive é o meu favorito para doramas em geral. O enredo é aparentemente muito simples: Pie é uma garota linda e muito simpática que se muda para um outro quarto no dormitório da faculdade e então conhece sua nova companheira. Pie adora peixes, é muito responsável e madura e faz sucesso com os rapazes, mas aparentemente está sozinha. 
Kim é a garota com quem tem que dividir o quarto, e por quem tem antipatia à primeira vista. Kim é uma garota nada feminina: cabelo curtinho, roupas e um jeito normalmente característicos dos rapazes. Eu devo admitir: Kim é simplesmente linda, e se parece muito com um garoto! Tanto que é confundida com um por Pie quando as duas se conhecem. Kim adora plantas e tem bastante talento para lidar com a terra. Apesar de ter esse jeito tão masculino, é uma garota extremamente meiga e muito inocente. Morre de medo de escuro, gosta de tocar violão e cantar quando tudo está em silêncio, é prestativa e tímida.
As duas de início não se dão muito bem. Kim tenta se aproximar de Pie, que se mostra relutante em aceitá-la como sua amiga. Pie estivera muito animada e ansiosa para conhecer a nova colega de quarto, mas muda de ideia quando percebe que Kim não é uma garota que se encaixe nos padrões sociais. 

Pie, quase uma bonequinha!

Pie se mostra bastante preconceituosa a princípio, chamando Kim de "sapatão" e ainda afirmando que "simplesmente não gosta de sapatões". Chega a dar pena de Kim! O fato é que apesar de Pie ser uma menina madura e inteligente, segue firmemente alguns valores que já estão enraizados em nossa cultura e que, sinceramente, são vergonhosos. Ela está acostumada àquela visão fechada do mundo, mas não inteiramente, já que todos os seus melhores amigos parecem ter opções sexuais diferentes do que é considerado "comum" por mentes preconceituosas. Acredito que Pie era uma daquelas pessoas que diz aceitar muito bem a homossexualidade, mas quando ela não tem absolutamente nada a ver com suas vidas nem as afetam diretamente. Chego até a pensar que desde o primeiro encontro Pie sentiu atração por Kim, ou não tentaria afastá-la com tanta firmeza, e inutilmente. 
Kim é extremamente inocente, mas ao mesmo tempo com uma mente mais reflexiva do que a de todos os outros personagens. Em diversos momentos do drama ela se pergunta o que é uma "sapatão", o que faz uma pessoa ser vista assim e o que esse rótulo significa. Ela se veste daquela maneira porque simplesmente é como ela é e gosta de ser, e não para se parecer com um homem ou categorizar a si mesma. Quando Pie a explica que as "sapatões" gostam de outras garotas, Kim fica ainda mais confusa porque nunca tinha gostado de nenhuma garota antes. Nem de um garoto também. 

Kim e seu olhar sedutor... Impossível resistir!

As duas logo ficam amigas, como se houvesse algo que as atraísse cada vez que tentavam se afastar. Quase como se a força da gravidade as puxasse mesmo contra a sua vontade, tornando-se algo totalmente natural. Por mais que Pie relutasse, Kim já era parte de sua vida. A amizade entre elas surgiu tão naturalmente quanto o desabrochar de uma flor, e é difícil dizer que isso não foi obra do destino. Era como se elas estivessem destinadas a se aproximar. As duas se dão muito bem e são exatamente o que cada uma precisa. São opostas, e justamente por isso se completam. Quando se trata de amor, nós naturalmente procuramos no outro aquelas qualidades que não estão presentes em nós mesmos. É uma das únicas maneiras de nos sentirmos inteiros. 
É muito mais que adorável a maneira com que o romance entre as duas se desenvolve, tão natural e lentamente como a amizade. Não é nada forçado, avassalador, dramático. É simples, sensível, frágil por fora e forte por dentro. Entre a amizade e o amor há apenas uma linha fininha e invisível. Atravessá-la é mais fácil que se imagina. 

 Indiscutível como as duas ficam bem juntas!

Yes or No não só conta a bela história de amor entre as meninas, como também trata de assuntos importantes como o preconceito e as restrições no amor. E no final das contas nos mostra que podemos amar quem quisermos, sendo ou não algo considerado certo ou comum aos olhos da sociedade. Se aquilo te faz bem, realmente não importa se é um homem, uma mulher, um travesti... Amor não se limita apenas ao sexo oposto. Amor é uma mistura de atração física e admiração (pela pessoa, pelo seu intelecto, por sua alma). Além de qualquer coisa, o amor se fortalece pelo sentimento que aquela pessoa nos proporciona. Cada pessoa se agarra ao sentimento que julga ser essencial para sua vida, e que só aquele outro pode lhe dar. 

Se todo mundo se permitisse ousar e amar um pouco mais...

O drama tem continuação (que ainda não vi, mas pretendo) e vale muito a pena assistir! É mais sensível e emocionante que muitos filmes com mega produções, atores famosos e histórias apelativas e recheadas de drama que costumam fazer sucesso por aqui.
E mais importante que tudo, me faz refletir sobre algumas questões que são aparentemente tão simples, mas sempre levadas ao extremo pelas outras pessoas. Amar alguém jamais pode ser considerado uma vergonha. E por que colocar em nossas cabeças que só temos uma escolha a fazer? Que sair dos padrões é errado? Parece bastante simples para mim, Kim, Pie e outras pessoas no mundo (ficcionais ou não): nós não amamos garotos, nós não amamos garotas... Nós amamos pessoas

terça-feira, 10 de junho de 2014

Always Remember Me



Esse é um dos meus jogos favoritos e um dos primeiros que joguei do tipo Visual Novel (que se tornou uma das minhas maiores paixões). Sempre gostei bastante de jogos que nos permitem fazer escolhas que acabam decidindo todo o rumo da história, além de várias possibilidades de finais. E quando esse jogo é direcionado ao público feminino e jovem, com enredo e romances interessantes, além de uma arte impecável, é impossível não se apaixonar.
Always Remember Me é um jogo feito pela Winter Wolves, que por sinal também é responsável pelo restante dos meus jogos preferidos. No site é possível encontrar vários jogos lindos e muito bem feitos, e baixar o demo de graça. Mas é claro que ficar só no princípio não satisfaz a ninguém e quem tiver a oportunidade de jogar o demo vai querer mais. Vale lembrar que o jogo está disponível apenas em inglês e se você não entende muito bem a língua, não entenderá absolutamente nada da história nem poderá fazer as escolhas.
Always Remember Me conta a história de Amy (Amarantha), uma garota ruiva, linda e doce que gosta de escrever poesias e trabalha numa sorveteria. Ela perdeu seus pais num acidente de carro e vive desde então com sua tia Gwenda (uma senhora muito simpática) e sua gata de estimação Nina
 
Aaron e Amy, um casal adorável.

Ela namora Aaron e os dois se dão muito bem, apesar do pai dele não apoiar o namoro. Mas um dia os dois sofrem um acidente juntos e Aaron acaba perdendo a memória parcialmente, e não se lembra de nada que seja recente. Isso inclui seu namoro com Amy, que se encontra desolada. Então o jogador deve tomar a decisão de reconquistar Aaron (que além dos habituais empecilhos ainda tem uma namorada mala, loira e convencida chamada Abigail) ou se aventurar nos outros romances que o jogo propõe: o médico gato, o amigo de trabalho fofo, ou o garanhão fashion.

Amy, Aaron e sogrinho Osher que finalmente aceitou o relacionamento dos dois.

Outro possível romance é com Eddy, o médico gato que trata de Aaron. Ele é muito gentil e ajuda Amy nos piores momentos. Além de ser mais velho e mais maduro, ele parece ser exatamente o tipo de homem que Amy precisa. 

Amy e o Dr Sexy.

Incrivelmente fofos.

Há o doce e tímido Lawrence, que trabalha junto a Amy na sorveteria e está sempre a observando em silêncio. Lawrence é aquele tipo de rapaz quieto, mas que sempre tem muito a dizer. Ele pode não interferir diretamente na vida de Amy, mas está sempre a ajudando e apoiando dos bastidores. 

Inegavelmente uma de minhas imagens preferidas do jogo. 

Como não amar caras de cabelo grande?

E por fim temos Hugh, o garanhão e bad boy que vive provocando Amy. De início não passa de um daqueles babacas superficiais, mas aos poucos vai mostrando sua verdadeira personalidade. Esse tipo de homem, apesar de parecer o contrário, é provavelmente o mais difícil de se conquistar, porque ao mesmo tempo que é de todas, é de nenhuma. E se acaba se interessando por uma garota, é porque ela é verdadeiramente especial. 

 Fofos!

Bad boy e sexy..

Enfim, o jogo tem um tema bastante clichê, mas sabe abordá-lo de forma simples e muito doce, além de ter personagens cativantes (quase impossível escolher seu favorito) além de uma música tema muito fofa:



Para finalizar, as citações contidas em Always Remember Me e que são simplesmente apaixonantes:

"Ao ser tocado pelo amor, todos se tornam poetas".
- Platão

"Ame o mundo todo como uma mãe ama seu único filho".
- Buda

 "Amar não é olhar um para o outro, é olhar juntos na mesma direção".
- Antoine de Saint-Exupéry

"A Lei da Gravidade não pode ser responsável pelas pessoas caírem de amor".
- Albert Einstein

"O amor não está nas nossas escolhas, mas no nosso destino".
- John Dryden

"O amor é algo eterno; o aspecto pode mudar, mas não a essência". 
- Vincent Van Gogh  

"O amor é um jogo em que dois podem jogar e ambos ser vencedores". 
- Eva Gabor

"Amor é uma tela fornecida pela Natureza e bordada pela imaginação".
- Voltaire



segunda-feira, 9 de junho de 2014

Mr Nobody


Nada mais justo que minha primeira postagem no blog seja sobre esse maravilhoso filme que acabei encontrando por um acaso num dia qualquer. Sr Ninguém é o título do filme em português, que é protagonizado por ninguém menos que Jared Leto. O filme conta a história de Nemo Nobody, o último mortal num mundo onde agora todos os seres humanos são imortais. Com 118 anos, o dia de sua provável morte é televisionada e nós somos convidados à sua mente conturbada e impressionante. 
Não posso mentir: é um filme um tanto quanto complexo e que não costuma prender o interesse da grande massa. É recheado de questões filosóficas, mudanças de tempo e espaço, e não segue um enredo linear como outras histórias e filmes (começo, meio e fim). É difícil discernir o que é real e o que é apenas a imaginação de Nemo, que recapitula sua vida, remexe nas mais marcantes memórias e ao mesmo tempo passeia por todas as possibilidades de rumos que sua vida poderia ter tomado. Não é possível afirmar que determinada versão é a verdadeira, ou que uma é mais digna que outra. Todas elas, existindo dentro ou fora de sua mente, fazem parte de quem ele é.
O filme é mais uma prova de que tudo muda o tempo todo e uma ação mínima pode provocar uma completa mudança no curso de sua vida, ou da vida de outros. Todos os dias somos obrigados a fazer escolhas e cada vez que escolhemos, perdemos várias outras vidas que poderíamos ter tido. 

Enquanto você não escolhe, tudo permanece possível.

Como disse anteriormente, o filme é cheio de reflexões e cenas dramáticas e fortes, que mexem diretamente com as pessoas mais sensíveis e emocionais. Nos faz pensar um pouco sobre tudo, e ao mesmo tempo sobre nada. As partes românticas são particularmente adoráveis, com as três garotas que Nemo eventualmente escolhe. Mas ao decorrer do filme a preferência por uma delas certamente surgirá. Anna parece ser a mulher certa para Nemo e conquistou minha afeição logo de cara, e os dois parecem destinados a ficar juntos. As cenas do casal são as mais marcantes e românticas do filme.

Nemo e Anna... Como não amar?

Enfim, o filme foi uma experiência maravilhosa para mim e sempre estará na minha lista de filmes que mudam quem você é, mesmo que a mudança não seja tão aparente. Sr Ninguém me deixou pensando por semanas, e mesmo tendo assistido mais de duas vezes, cada uma é única e consegue mexer comigo de um jeito diferente. É aquele tipo de filme que quanto mais assistido, melhor. Dificilmente quem assistir a esse filme pela primeira vez conseguirá entender cada detalhe e descobrir cada sensação que ele pode proporcionar. 
E por fim, a minha frase favorita de todo o filme: 

Eu não tenho medo de morrer. Eu tenho medo de não ter vivido o bastante...